Sábado começou como devem começar os dias honestos: simples, com comida de verdade e nenhuma pressa para impressionar ninguém. Café da manhã de gente prática. Tapioca, banana, ovos mexidos — proteína para sustentar o corpo, carboidrato para acordar o cérebro — e um copo de Nescau porque a vida adulta não precisa abandonar completamente as coisas da infância. Existe uma sabedoria silenciosa nisso: quem começa o dia bem alimentado raramente começa o dia errado.
![]() |
O dia correu leve. Sem drama, sem roteiro exagerado. Apenas o tipo de sábado que vai acontecendo enquanto a gente vive.
À noite, comida japonesa. Aquela combinação estranhamente elegante de arroz, peixe e silêncio entre uma mordida e outra. O curioso da culinária japonesa é que ela ensina uma coisa antiga: simplicidade bem feita é luxo.
Depois vieram dois rolês. Nada de épico, nada de cinematográfico, apenas movimento, risadas, encontros, pessoas atravessando a noite como pequenas histórias ambulantes.
Em algum momento, a madrugada começou a se dissolver e o domingo apareceu do jeito mais bonito que um domingo pode aparecer: com fogo no céu. O nascer do sol daqueles que parecem
pintura. Laranja, dourado, aquele tipo de luz que lembra que o planeta continua girando independente das nossas bagunças pessoais.
Agora a cena é outra.
Janelas fechadas.
Luz neon acesa.
Música preenchendo o quarto como se fosse cenário de filme.
E eu aqui, tomando uma Corona gelada, me maquiando devagar, como quem prepara uma armadura moderna. Porque maquiagem às vezes não é sobre esconder nada — é sobre escolher qual versão de você vai sair para o mundo hoje.
O sábado passou. O domingo já começou a escrever a própria história.
E a noite… bem… a noite promete ser maravilhosa.




Postar um comentário